“Eu não preciso de um site”

Essa é uma das frases mais comuns do meu dia a dia como analista de marketing da Webbiz. Quando ofereço os serviços da plataforma, alguns prospectos me questionam qual a importância de ter um site próprio para seu negócio, sendo que já possuem perfis em diferentes redes sociais, pelas quais conseguem se comunicar frequentemente com seus clientes.

De fato, as redes sociais contribuíram muito para o relacionamento mais estreito entre empresa e consumidor. Plataformas como Facebook e Instagram têm facilitado o contato dos usuários com as marcas, que antes era feito somente por meio de telefonemas demorados às centrais de atendimento ao cliente.

O problema, na verdade, não está no uso das redes sociais pelas marcas. Longe disso: essa prática é fundamental nos dias de hoje! O erro de alguns negócios consiste, na verdade, em acreditar que possuir um perfil em uma plataforma de rede social é suficiente para garantir uma presença digital consistente. Investir no contato com os clientes, ativos e potenciais, somente através das mídias sociais pode ser fatal em alguns casos. E eu vou explicar o porquê.

CASA ALUGADA OU CASA PRÓPRIA?

Se você tivesse que responder a essa pergunta, qual seria sua resposta? É difícil encontrar alguém que optaria por uma casa alugada, caso tivesse a possibilidade de comprar sua própria moradia. E os motivos são vários:

  • Possibilidade de personalização;
  • Investimento certo em algo próprio;
  • Segurança;
  • Estabilidade;
  • etc.

Cito esse exemplo porque ele faz a comparação entre um site e um perfil em rede social muito mais fácil de ser compreendida. Porque, se traçarmos um paralelo entre os dois casos, teríamos como equivalentes a casa própria e o site, e a casa alugada e o perfil em rede social.

“assim como uma casa alugada, em que você não pode decidir pelas reformas que quer, esses perfis limitam os usuários ao que a rede social deseja disponibilizar.”

Vamos lá: quando você constrói um perfil em uma plataforma de rede social para o seu negócio, suas possibilidades de personalização normalmente são limitadas. Isso porque cada uma delas possui características específicas e definidas de acordo com sua finalidade. O Facebook permite que você edite foto de capa e de perfil das fan pages, mas não permite que você modifique a cor do fundo, nem a fonte utilizada na sua página. O Instagram possibilita que você coloque o site da sua empresa em sua biografia, mas não disponibiliza links clicáveis em suas postagens. O Twitter pode ter sua imagem de fundo editável, mas não é preciso nem mencionar o limite de caracteres a cada publicação, certo?

Em alguns casos, isso parece não ter problema algum. Mas em outros, pode ser um grande empecilho. Um ambiente em que você não possa padronizar de acordo com sua identidade visual não contribui de forma substancial para seu reconhecimento enquanto marca. Conteúdos com produção e veiculação limitados não ajudam no processo de instrução do consumidor e prospecção de clientes como deveriam, nem no ranqueamento satisfatório em mecanismos de busca. E seu negócio passa a ser visto como a rede social em que você possui a conta quer que ele seja visto.

Ou seja: assim como uma casa alugada, em que você não pode decidir pelas reformas que quer, esses perfis limitam os usuários ao que a rede social deseja disponibilizar.

Agora, pense na seguinte situação: seus perfis são seu único ponto de contato com seus clientes. No último dia 3 de julho, três das grandes redes sociais utilizadas pelos internautas apresentaram problemas. Instagram, Facebook e WhatsApp ficaram instáveis, impedindo a navegação satisfatória de seus usuários durante todo o dia, em plena quarta-feira.

Felizmente (para a maioria das empresas), os problemas (que até agora não ficaram muito claros) foram resolvidos ao final do dia, normalizando a navegação nas três plataformas na noite daquele dia (mas já fora do horário comercial). Quinta-feira, tudo normal, “vida que segue”. Mas algo não saía da minha cabeça: e se elas ainda estivessem com problema no dia seguinte? E se ainda estivessem com problema durante toda a semana seguinte? E se não voltassem mais a funcionar?

Tudo bem, este pode ser um cenário apocalíptico, que dificilmente ocorreria. Mas há esta possibilidade, certo? Mais do que isso, existe ainda uma possibilidade mais plausível (e, inclusive, vivenciada há pouco tempo): as pessoas poderiam começar a perder o interesse por esta plataforma e migrar para outra. O fantasma do Orkut ainda está por aí para não me deixar mentir. E se isso acontecesse, todo o tempo e esforço que você investiu ao produzir conteúdo nessas plataformas seria perdido para sempre.

Mais uma vez, traçando o paralelo sugerido, assim como na casa alugada, o investimento que você faz é em uma propriedade alheia, e não em algo do que você tem posse. Além disso, você não possui garantias de que está livre de um possível “despejo”, o que diminui sua segurança e estabilidade. Você não poderá, nos perfis das plataformas de rede social, garantir que o conteúdo produzido esteja disponível o tempo todo, por quanto tempo você desejar, aos seus visitantes.

E por falar em produção de conteúdo, mais um ponto a ser discutido: ao ser encontrado nas ferramentas de busca, você prefere estar atrelado ao nome de alguma rede social ou ter seu negócio apresentado da forma como você sempre sonhou, com slogan e descrição escolhidos por você? Se você não possuir um site, as pessoas só encontrarão sua marca como resultado de buscas com palavras-chave vinculada à rede social onde você construiu o perfil dela. Isso é: quando aparecerem (lembrando que a produção de conteúdo é algo limitado nas redes sociais)!

Convenci você? Se sua resposta ainda for não, eu posso ter uma última carta na manga: atualmente, é tão simples construir um site para o seu próprio negócio, que seria besteira não investir em um. Já ultrapassamos a fase em que era necessário uma alta soma para investir no desenvolvimento de um website que, normalmente, não resultava em muitos retornos positivos.

Hoje em dia, é possível que você mesmo crie um site para sua empresa sem complicações, através de ferramentas online de fácil utilização, e com planos acessíveis a qualquer negócio, como é o caso da Webbiz. Com um baixo investimento mensal, é possível incrementar sua presença online, garantindo mais autoridade aos seus produtos e serviços, contribuindo para sua identidade visual e melhorando seu desempenho no ambiente online. Ninguém indica a construção de um site a você para deixá-lo “empoeirado” e sem utilidade nenhuma. A ideia é que, através de todos os benefícios que são trazidos pela criação de um website, você possa prospectar mais clientes e concretizar mais vendas, atingindo as pessoas onde elas se concentram: na internet.

A ideia deste artigo não é, portanto, desincentivar o uso das redes sociais com fins mercadológicos. Reafirmo: as empresas não só podem, como devem utilizá-las a seu favor para estreitar o relacionamento com os clientes, fidelizando-os. Mas utilizá-las sem, primeiro, garantir um espaço próprio na internet através do seu site, é arriscado e, muitas vezes, sem propósito.

Ter um portal na web para seu negócio é, portanto, como o grande sonho de muitas pessoas: investir numa casa própria! Em ambos os casos, você garante que possa deixar o ambiente da forma como sempre quis, com suas características próprias, sem se preocupar com imprevistos como “despejos” ou problemas estruturais, injetando tempo e dinheiro em algo que será seu (e só seu!). Agora, não há mais desculpas: sim, você PRECISA de um site.